O que revela a modernidade

A modernidade assenta na invenção do “homem oposto da natureza”.

A barbárie inventou que o homem “civilizado” é o oposto do “selvagem”, e que a natureza é má e necessita ser destruída no altar do “progresso científico”. É esta a retórica da modernidade.

A “ciência” determinou a modernidade e a sua retórica. Assenta nessa postura do “homem oposto à natureza”, e consta da actividade de desrespeitar as leis da natureza.

A natureza como algo hostil ao homem é uma invenção típica da barbárie que fugiu para fora do habitat humano. Fora do habitat humano a natureza não é favorável aos humanos.

A natureza é, e sempre foi, pródiga com os humanos que respeitam as suas regras. Sair do habitat dos humanos é sair das regras da natureza humana.

Quem não respeita as regras da vida obtém a má existência dos delinquentes. É essa a miséria da barbárie “científica”.

O que é má é a fantasia do “progresso” dos cientistas, e não a natureza.

Não é a natureza que é hostil ao homem, o bárbaro é que estrangeiro ao habitat humano, à boa vida dos humanos e à humanidade.

Bárbaro é o estrangeiro à humanidade, bárbaro é o “progresso” inventado pelos cientistas.

A plebe da modernidade

A modernidade é típica da barbárie vinda do inverno. Esses toscos não sabem sequer que o “homem civilizado” não vive na miséria do inverno, não tem os problemas dessa barbárie.

Os humanos não têm os problemas da barbárie do inverno. O “homem civilizado” não sente nenhuma das necessidades do tosco do inverno.

O homem civilizado não é a antítese do selvagem, é a antítese do bárbaro – o tosco pré-histórico do inverno.

O que revela a “ciência”

A “ciência” assenta na crença do “homem criador de mundos” à imagem e semelhança do “deus criador de mundos” judaico-cristão. Revela assim a puerilidade da barbárie que quer ser igual ao paizinho teológico.

Os feiticeiros do lixo (comunidade científica) vão salvar a humanidade contra a natureza, através de “milagres de progresso científico”, é esta a crença base da modernidade. Uma crença que revela a imaturidade, a ignorância e o atraso dos cientistas.

A retórica da salvação é a mesma da teologia judaico-cristã, a barbárie precisa de salvadores, assume que é má e incapaz, é menor e um lixo.

A crença nas muletas do “progresso” é típica dos aleijadinhos. Os toscos necessitam de muletas, os outros dispensam-nas.

Os incapazes orgulham-se das muletas e dos meios necessários às suas deficiência, apresentam as necessidades dos deficientes.

Os outros dispensam a quinquilharia dos deficientes. Os “milagres de progresso científico” revelam a consciência da deficiência e incapacidade dos toscos do inverno – as criaturas das necessidades.

O que revela a modernidade

A modernidade revela o grau de atraso e as incapacidades da barbárie do inverno.

Nunca os meios foram valorizados com nesta plebe assumidamente deficiente.

Nunca o medo do futuro (inverno) dos pré-históricos foi revelado, como a cultura da modernidade.

Nunca uma cultura revelou as tantas necessidades que os deficientes do inverno têm.

Nunca um lixo de plebe se revelou de forma tão cabal, como lixo que é e que produz.

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