Regime dos empresários

O estado inventado pelos empresários

Com a quarta cruzada veio o “empresário”, a figurinha medieval do século XIII.

Aquilo que hoje chamam de “estado” é uma invenção dos empresários do século XIII, das “Repúblicas marítimas”.

É a antítese do estado de direito da civilização greco-romana, é o estado medieval.

O estado medieval foi inventado por empresários, para obrigar a população a obedecer aos empresários.

Sem essa estrutura base, que impõe a subserviência aos empresários, eles não existem, nem pessoas submetidas a eles.

O estado medieval é a oligarquia de mercadores que exige que todos obedeçam às regras que lhe apetecerem, escritas nos tais contractos.

A delinquência dos empresários

Com o contracto qualquer empresário faz regras, sem qualquer voto ou legitimidade para tal.

Se os visados não obedecerem ao contracto, chamam a oligarquia, o estado medieval, para punir e impor obediência aos contractos.

O estado medieval é o órgão coercivo dos empresários, para imporem as regras que lhes apetecer, escritas em contractos.

É um esquema de delinquência simples: o empresário decide as regras, o estado medieval actua em quem não obedecer a essas regras, criadas por quem não tem qualquer legitimidade para decidir regras.

A burla passou a ter uma instituição coerciva que a impõe: o estado medieval.

A instituição coerciva

O empresário fica assim com o poder de fazer regras e emitir ordens sobre a população, a seu bel-prazer, sem preocupações com a legitimidade, ou aceitação da população. Têm o estado medieval a obrigar a população a obedecer a quem não tem qualquer legitimidade para decidir.

Com esta instituição coerciva, os empresários criaram e instauraram o regime dos empresários, onde são eles que definem as regras à população, sem darem qualquer voz, ou importância, à população que tornam em seus servos.

Não têm necessidade de serem votados, ou ter outra qualquer legitimidade, ou até aceitação pela população.

O desprezo pela população que abusam

Com o estado medieval, o empresário dá-se ao luxo de continuar a mandar na população, mesmo quando é odiado pela maioria da população.

O capitalista continua vivo e a mandar em todos, no meio do ódio da maioria da população, devido ao poder do estado medieval – a instituição coerciva que impõe os empresários à população.

Na versão absolutista do regime dos empresários, onde os empresários se reúnem em partido único, o comunismo, vemos o mesmo exemplo dos apparatchik – o nome dos empresários no comunismo – a mandarem em todos, no meio do ódio da maioria, devido a essa versão absolutista do mesmo estado medieval.

O poder dos empresários é um poder coercivo real, com o estado medieval a actuar sobre todo aquele que não cumpra os contractos e jogos dos empresários.

O desprezo pela população é total, desde o tráfico de escravos até aos genocídios produzidos pelas industrias poluentes, passando pelo total desprezo de não considerar sequer a voz da população que abusam com os seus contractos, o empresário não tem pejo em mostrar o seu poder efectivo: a sua vontade (lucro) está acima de tudo e todos; o estado medieval existe para o servir, para obrigar a população a aceitar as regras que inventar nos contractos, aceitar ser usada como servil de empresário e, principalmente, aceitar como válida a propriedade decorrente dos contractos.

A legitimidade não existe quando há um estado medieval a impor a submissão a empresários.

O regime dos empresários: o símbolo do atraso medieval

É o estado medieval que temos hoje, e não o estado de direito, como é óbvio e evidente.

É o regime dos empresários que temos hoje, e não a democracia.

É o dinheiro – as senhas de autorização do regime dos empresários – que determina o poder no regime dos empresários, e não os votos.

Estado é apenas uma designação comercial, dada ao órgão coercivo dos empresários.

Democracia é igualmente um nome comercial, dado ao folclore que decide os próximos capatazes dos empresários, que têm a função de colocar a população a continuar a obedecer às regras inventadas pelos empresários.

É a idade média que se observa, muito longe ainda da civilização.

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